terça-feira, 11 de janeiro de 2011

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011


Tema: "Fraternidade e a vida no planeta".

Lema: "A criação geme em dores de parto"(Rm 8,22).







Oração da Campanha da Fraternidade 2011 CNBB

Senhor Deus, nosso Pai e Criador.
A beleza do universo revela a vossa grandeza,
A sabedoria e o amor com que fizestes todas as coisas,
E o eterno amor que tendes por todos nós.
Pecadores que somos, não respeitamos a vossa obra,
E o que era para ser garantia da vida está se tornando ameaça.
A beleza está sendo mudada em devastação,
E a morte mostra a sua presença no nosso planeta.
Que nesta quaresma nos convertamos
E vejamos que a criação geme em dores de parto,
Para que possa renascer segundo o vosso plano de amor,
Por meio da nossa mudança de mentalidade e de atitudes.
E, assim, como Maria, que meditava a vossa Palavra e a fazia vida,
Também nós, movidos pelos princípios do Evangelho,
Possamos celebrar na Páscoa do vosso Filho, nosso Senhor,
O ressurgimento do vosso projeto para todo o mundo.

Amém.


Hino da CF 2011

Tema: Fraternidade e a vida no planeta

Lema: A criação geme em dores de parto (Rm 8,22)

1. Olha, meu povo, este planeta terra:

Das criaturas todas, a mais linda!

Eu a plasmei com todo amor materno,

Pra ser um berço de aconchego e vida. (Gn 1)
Nossa mãe terra, Senhor,

Geme de dor noite e dia.

Será de parto essa dor?

Ou simplesmente agonia?!

Vai depender só de nós!

Vai depender só de nós!
2.

A terra é mãe, é criatura viva;

Também respira, se alimenta e sofre.

É de respeito que ela mais precisa!

Sem teu cuidado ela agoniza e morre.
3.

Vê, nesta terra, os teus irmãos. São tantos...

Que a fome mata e a miséria humilha.

Eu sonho ver um mundo mais humano,

Sem tanto lucro e muito mais partilha!
4.

Olha as florestas: pulmão verde e forte!

Sente esse ar que te entreguei tão puro...

Agora, gases disseminam morte;

O aquecimento queima o teu futuro.
5.

Contempla os rios que agonizam tristes.

Não te incomoda poluir assim?!

Vê: tanta espécie já não mais existe!

Por mais cuidado implora esse jardim!
6.

A humanidade anseia nova terra. (2Pd 3,13)

De dores geme toda a criação. (Rm 8,22)

Transforma em Páscoa as dores dessa espera,

Quero essa terra em plena gestação!.

domingo, 9 de janeiro de 2011

SOLENIDADE DO BATISMO DO SENHOR!!!!

Ângelus do Papa Bento XVI na Festa do Batismo do Senhor





Hoje, a Igreja celebra o Batismo do Senhor, a festa que encerra o tempo litúrgico do Natal. Este mistério da vida de Cristo mostra, visivelmente, que a sua vinda na carne é o ato de amor sublime da Santíssima Trindade. Podemos dizer que a partir deste evento solene, a ação criadora, redentora e santificadora da Santíssima Trindade será, cada vez mais, manifesta na missão pública de Jesus, em seus ensinamentos, nos milagres, na Sua paixão, morte e ressurreição.



Lemos no Evangelho, segundo São Mateus: "Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água. Então o céu se abriu e Jesus viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e vindo pousar sobre ele. E do céu veio uma voz que dizia: 'Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado'” (Mt 3,16-17). O Espírito Santo, "morada" do Filho, é um testemunho da divindade, enquanto a voz do Pai, vindo dos céus, exprime a comunhão de amor.



“A conclusão da cena do batismo nos diz que Jesus recebeu esta 'unção' autêntica, que Ele é o Messias esperado" (Livro “Jesus de Nazaré”, Milão, 2007, p. 47-48), confirmando a profecia de Isaías: "Eis o meu servo que eu amparo, meu eleito, em quem a minha alma se compraz "(Is 42,1). É realmente o Messias, o Filho do Altíssimo, que descendo das águas do Rio Jordão, estabelece a regeneração no Espírito, abrindo, a todos que desejarem, a oportunidade de se tornarem filhos de Deus.



Não por acaso, na verdade, cada batizado adquire o caráter de filho a partir do momento em que receber o nome cristão, um sinal inequívoco de que o Espírito Santo dá à luz ao homem "novo", a partir do seio da Igreja. O bem-aventurado Antônio Rosmini diz que "a pessoa batizada sofre uma operação secreta, mas poderosa, na qual ele é gerado para o sobrenatural e recupera a comunicação com Deus". Tudo isso se renovou, mais uma vez nesta manhã, durante a Missa na Capela Sistina, onde eu concedi o Sacramento do Batismo a 21 crianças.



Caros amigos, o Batismo é o começo da vida espiritual que se realiza através da Igreja. No momento sublime do Sacramento, enquanto a comunidade eclesial reza e confia a Deus um novo filho, os pais, padrinhos e madrinhas estão ansiosos para acolher o recém batizado, apoiando-os na formação e educação. E esta é uma grande responsabilidade que vem de um grande presente! Portanto, gostaria de encorajar todos os fiéis a redescobrir a beleza de serem batizados e darem testemunho alegre da sua fé, para que ela gere bons frutos e harmonia.



Pedimos a intercessão da Virgem Maria, Auxiliadora dos Cristãos, a quem confiamos os pais que estão se preparando para o batismo de seus filhos, bem como os catequistas. Toda a comunidade participa da alegria do renascimento pela água e pelo Espírito Santo!







Da Redação, com Rádio Vaticano (tradução equipe CN Notícias)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Carta de Bento XVI aos seminaristas na conclusão do Ano Sacerdotal

Queridos Seminaristas,

Em Dezembro de 1944, quando fui chamado para o serviço militar, o comandante de companhia perguntou a cada um de nós a profissão que sonhava ter no futuro. Respondi que queria tornar-me sacerdote católico. O subtenente replicou: Nesse caso, convém-lhe procurar outra coisa qualquer; na nova Alemanha, já não há necessidade de padres. Eu sabia que esta "nova Alemanha" estava já no fim e que, depois das enormes devastações causadas por aquela loucura no país, mais do que nunca haveria necessidade de sacerdotes. Hoje, a situação é completamente diversa; porém de vários modos, mesmo em nossos dias, muitos pensam que o sacerdócio católico não seja uma "profissão" do futuro, antes pertenceria já ao passado. Contrariando tais objeções e opiniões, vós, queridos amigos, decidistes-vos a entrar no Seminário, encaminhando-vos assim para o ministério sacerdotal na Igreja Católica. E fizestes bem, porque os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização –, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade. Sempre que o homem deixa de ter a noção de Deus, a vida torna-se vazia; tudo é insuficiente. Depois o homem busca refúgio na alienação ou na violência, ameaça esta que recai cada vez mais sobre a própria juventude. Deus vive; criou cada um de nós e, por conseguinte, conhece a todos. É tão grande que tem tempo para as nossas coisas mais insignificantes: "Até os cabelos da vossa cabeça estão contados". Deus vive, e precisa de homens que vivam para Ele e O levem aos outros. Sim, tem sentido tornar-se sacerdote: o mundo tem necessidade de sacerdotes, de pastores hoje, amanhã e sempre enquanto existir.

O Seminário é uma comunidade que caminha para o serviço sacerdotal. Nestas palavras, disse já algo de muito importante: uma pessoa não se torna sacerdote sozinha. É necessária a "comunidade dos discípulos", o conjunto daqueles que querem servir a Igreja de todos. Com esta carta, quero evidenciar – olhando retrospectivamente também para o meu tempo de Seminário – alguns elementos importantes para o vosso caminho a fazer nestes anos.

1. Quem quer tornar-se sacerdote, deve ser sobretudo um "homem de Deus", como o apresenta São Paulo (1 Tm 6, 11). Para nós, Deus não é uma hipótese remota, não é um desconhecido que se retirou depois do "big-bang". Deus mostrou-Se em Jesus Cristo. No rosto de Jesus Cristo, vemos o rosto de Deus. Nas suas palavras, ouvimos o próprio Deus a falar conosco. Por isso, o elemento mais importante no caminho para o sacerdócio e ao longo de toda a vida sacerdotal é a relação pessoal com Deus em Jesus Cristo. O sacerdote não é o administrador de uma associação qualquer, cujo número de membros se procura manter e aumentar. É o mensageiro de Deus no meio dos homens; quer conduzir a Deus, e assim fazer crescer também a verdadeira comunhão dos homens entre si. Por isso, queridos amigos, é muito importante aprenderdes a viver em permanente contato com Deus. Quando o Senhor fala de "orar sempre", naturalmente não pede para estarmos continuamente a rezar por palavras, mas para conservarmos sempre o contato interior com Deus. Exercitar-se neste contato é o sentido da nossa oração. Por isso, é importante que o dia comece e acabe com a oração; que escutemos Deus na leitura da Sagrada Escritura; que Lhe digamos os nossos desejos e as nossas esperanças, as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos erros e o nosso agradecimento por cada coisa bela e boa, e que deste modo sempre O tenhamos diante dos nossos olhos como ponto de referência da nossa vida. Assim tornamo-nos sensíveis aos nossos erros e aprendemos a trabalhar para nos melhorarmos; mas tornamo-nos sensíveis também a tudo o que de belo e bom recebemos habitualmente cada dia, e assim cresce a gratidão. E, com a gratidão, cresce a alegria pelo fato de que Deus está perto de nós e podemos servi-Lo.

2. Para nós, Deus não é só uma palavra. Nos sacramentos, dá-Se pessoalmente a nós, através de elementos corporais. O centro da nossa relação com Deus e da configuração da nossa vida é a Eucaristia; celebrá-la com íntima participação e assim encontrar Cristo em pessoa deve ser o centro de todas as nossas jornadas. Para além do mais, São Cipriano interpretou a súplica do Evangelho "o pão nosso de cada dia nos dai hoje" dizendo que o pão "nosso", que, como cristãos, podemos receber na Igreja, é precisamente Jesus eucarístico. Por conseguinte, na referida súplica do Pai Nosso, pedimos que Ele nos conceda cada dia este pão "nosso"; que o mesmo seja sempre o alimento da nossa vida, que Cristo ressuscitado, que Se nos dá na Eucaristia, plasme verdadeiramente toda a nossa vida com o esplendor do seu amor divino. Para uma reta celebração eucarística, é necessário aprendermos também a conhecer, compreender e amar a liturgia da Igreja na sua forma concreta. Na liturgia, rezamos com os fiéis de todos os séculos; passado, presente e futuro encontram-se num único grande coro de oração. A partir do meu próprio caminho, posso afirmar que é entusiasmante aprender a compreender pouco a pouco como tudo isto foi crescendo, quanta experiência de fé há na estrutura da liturgia da Missa, quantas gerações a formaram rezando.

3. Importante é também o sacramento da Penitência. Ensina a olhar-me do ponto de vista de Deus e obriga-me a ser honesto comigo mesmo; leva-me à humildade. Uma vez o Cura d’Ars disse: Pensais que não tem sentido obter a absolvição hoje, sabendo entretanto que amanhã fareis de novo os mesmos pecados. Mas – assim disse ele – o próprio Deus neste momento esquece os vossos pecados de amanhã, para vos dar a sua graça hoje. Embora tenhamos de lutar continuamente contra os mesmos erros, é importante opor-se ao embrutecimento da alma, à indiferença que se resigna com o fato de sermos feitos assim. Na grata certeza de que Deus me perdoa sempre de novo, é importante continuar a caminhar, sem cair em escrúpulos, mas também sem cair na indiferença, que já não me faria lutar pela santidade e o aperfeiçoamento. E, deixando-me perdoar, aprendo também a perdoar aos outros; reconhecendo a minha miséria, também me torno mais tolerante e compreensivo com as fraquezas do próximo.

4. Mantende em vós também a sensibilidade pela piedade popular, que, apesar de diversa em todas as culturas, é sempre também muito semelhante, porque, no fim de contas, o coração do homem é o mesmo. É certo que a piedade popular tende para a irracionalidade e, às vezes, talvez mesmo para a exterioridade. No entanto, excluí-la, é completamente errado. Através dela, a fé entrou no coração dos homens, tornou-se parte dos seus sentimentos, dos seus costumes, do seu sentir e viver comum. Por isso a piedade popular é um grande patrimônio da Igreja. A fé fez-se carne e sangue. Seguramente a piedade popular deve ser sempre purificada, referida ao centro, mas merece a nossa estima; de modo plenamente real, ela faz de nós mesmos "Povo de Deus".

5. O tempo no Seminário é também e sobretudo tempo de estudo. A fé cristã possui uma dimensão racional e intelectual, que lhe é essencial. Sem tal dimensão, a fé deixaria de ser ela mesma. Paulo fala de uma "norma da doutrina", à qual fomos entregues no Batismo (Rm 6, 17). Todos vós conheceis a frase de São Pedro, considerada pelos teólogos medievais como a justificação para uma teologia elaborada racional e cientificamente: "Sempre prontos a responder […] a todo aquele que vos perguntar 'a razão' (logos) da vossa esperança" (1 Ped 3, 15). Adquirir a capacidade para dar tais respostas é uma das principais funções dos anos de Seminário. Tudo o que vos peço insistentemente é isto: Estudai com empenho! Fazei render os anos do estudo! Não vos arrependereis. É certo que muitas vezes as matérias de estudo parecem muito distantes da prática da vida cristã e do serviço pastoral. Mas é completamente errado pôr-se imediatamente e sempre a pergunta pragmática: Poderá isto servir-me no futuro? Terá utilidade prática, pastoral? É que não se trata apenas de aprender as coisas evidentemente úteis, mas de conhecer e compreender a estrutura interna da fé na sua totalidade, de modo que a mesma se torne resposta às questões dos homens, os quais, do ponto de vista exterior, mudam de geração em geração e todavia, no fundo, permanecem os mesmos. Por isso, é importante ultrapassar as questões volúveis do momento para se compreender as questões verdadeiras e próprias e, deste modo, perceber também as respostas como verdadeiras respostas. É importante conhecer a fundo e integralmente a Sagrada Escritura, na sua unidade de Antigo e Novo Testamento: a formação dos textos, a sua peculiaridade literária, a gradual composição dos mesmos até se formar o cânon dos livros sagrados, a unidade dinâmica interior que não se nota à superfície, mas é a única que dá a todos e cada um dos textos o seu pleno significado. É importante conhecer os Padres e os grandes Concílios, onde a Igreja assimilou, refletindo e acreditando, as afirmações essenciais da Escritura. E poderia continuar assim: aquilo que designamos por dogmática é a compreensão dos diversos conteúdos da fé na sua unidade, mais ainda, na sua derradeira simplicidade, pois cada um dos detalhes, no fim de contas, é apenas explanação da fé no único Deus, que Se manifestou e continua a manifestar-Se a nós. Que é importante conhecer as questões essenciais da teologia moral e da doutrina social católica, não será preciso que vo-lo diga expressamente. Quão importante seja hoje a teologia ecumênica, conhecer as várias comunidade cristãs, é evidente; e o mesmo se diga da necessidade duma orientação fundamental sobre as grandes religiões e, não menos importante, sobre a filosofia: a compreensão daquele indagar e questionar humano ao qual a fé quer dar resposta. Mas aprendei também a compreender e – ouso dizer – a amar o direito canônico na sua necessidade intrínseca e nas formas da sua aplicação prática: uma sociedade sem direito seria uma sociedade desprovida de direitos. O direito é condição do amor. Agora não quero continuar o elenco, mas dizer-vos apenas e uma vez mais: Amai o estudo da teologia e segui-o com diligente sensibilidade para ancorardes a teologia à comunidade viva da Igreja, a qual, com a sua autoridade, não é um pólo oposto à ciência teológica, mas o seu pressuposto. Sem a Igreja que crê, a teologia deixa de ser ela própria e torna-se um conjunto de disciplinas diversas sem unidade interior.

6. Os anos no Seminário devem ser também um tempo de maturação humana. Para o sacerdote, que terá de acompanhar os outros ao longo do caminho da vida e até às portas da morte, é importante que ele mesmo tenha posto em justo equilíbrio coração e intelecto, razão e sentimento, corpo e alma, e que seja humanamente "íntegro". Por isso, a tradição cristã sempre associou às "virtudes teologais" as "virtudes cardeais", derivadas da experiência humana e da filosofia, e também em geral a sã tradição ética da humanidade. Di-lo, de maneira muito clara, Paulo aos Filipenses: "Quanto ao resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro, nobre e justo, tudo o que é puro, amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor, isto deveis ter no pensamento" (4, 8). Faz parte deste contexto também a integração da sexualidade no conjunto da personalidade. A sexualidade é um dom do Criador, mas também uma função que tem a ver com o desenvolvimento do próprio ser humano. Quando não é integrada na pessoa, a sexualidade torna-se banal e ao mesmo tempo destrutiva. Vemos isto, hoje, em muitos exemplos da nossa sociedade. Recentemente, tivemos de constatar com grande mágoa que sacerdotes desfiguraram o seu ministério, abusando sexualmente de crianças e adolescentes. Em vez de levar as pessoas a uma humanidade madura e servir-lhes de exemplo, com os seus abusos provocaram devastações, pelas quais sentimos profunda pena e desgosto. Por causa de tudo isto, pode ter-se levantado em muitos, e talvez mesmo em vós próprios, esta questão: se é bom fazer-se sacerdote, se o caminho do celibato é sensato como vida humana. Mas o abuso, que há que reprovar profundamente, não pode desacreditar a missão sacerdotal, que permanece grande e pura. Graças a Deus, todos conhecemos sacerdotes convincentes, plasmados pela sua fé, que testemunham que, neste estado e precisamente na vida celibatária, é possível chegar a uma humanidade autêntica, pura e madura. Entretanto o sucedido deve tornar-nos mais vigilantes e solícitos, levando precisamente a interrogarmo-nos cuidadosamente a nós mesmos diante de Deus ao longo do caminho rumo ao sacerdócio, para compreender se este constitui a sua vontade para mim. É função dos padres confessores e dos vossos superiores acompanhar-vos e ajudar-vos neste percurso de discernimento. É um elemento essencial do vosso caminho praticar as virtudes humanas fundamentais, mantendo o olhar fixo em Deus que Se manifestou em Cristo, e deixar-se incessantemente purificar por Ele.
7. Hoje os princípios da vocação sacerdotal são mais variados e distintos do que nos anos passados. Muitas vezes a decisão para o sacerdócio desponta nas experiências de uma profissão secular já assumida. Frequentemente cresce nas comunidades, especialmente nos movimentos, que favorecem um encontro comunitário com Cristo e a sua Igreja, uma experiência espiritual e a alegria no serviço da fé. A decisão amadurece também em encontros muito pessoais com a grandeza e a miséria do ser humano. Deste modo os candidatos ao sacerdócio vivem muitas vezes em continentes espirituais completamente diversos; poderá ser difícil reconhecer os elementos comuns do futuro mandato e do seu itinerário espiritual. Por isso mesmo, o Seminário é importante como comunidade em caminho que está acima das várias formas de espiritualidade. Os movimentos são uma realidade magnífica; sabeis quanto os aprecio e amo como dom do Espírito Santo à Igreja. Mas devem ser avaliados segundo o modo como todos se abrem à realidade católica comum, à vida da única e comum Igreja de Cristo que permanece uma só em toda a sua variedade. O Seminário é o período em que aprendeis um com o outro e um do outro. Na convivência, por vezes talvez difícil, deveis aprender a generosidade e a tolerância não só suportando-vos mutuamente, mas também enriquecendo-vos um ao outro, de modo que cada um possa contribuir com os seus dotes peculiares para o conjunto, enquanto todos servem a mesma Igreja, o mesmo Senhor. Esta escola da tolerância, antes do aceitar-se e compreender-se na unidade do Corpo de Cristo, faz parte dos elementos importantes dos anos de Seminário.

Queridos seminaristas! Com estas linhas, quis mostrar-vos quanto penso em vós precisamente nestes tempos difíceis e quanto estou unido convosco na oração. Rezai também por mim, para que possa desempenhar bem o meu serviço, enquanto o Senhor quiser. Confio o vosso caminho de preparação para o sacerdócio à proteção materna de Maria Santíssima, cuja casa foi escola de bem e de graça. A todos vos abençoe Deus onipotente Pai, Filho e Espírito Santo.

Dado no Vaticano, aos 18 de Outubro - Festa de São Lucas, Evangelista - do ano de 2010.

Vosso no Senhor.



fonte:
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=278361

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

VIDA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

São Francisco nasceu em 1181/1182 em Assis na Itália, foi batizado com o nome de Giovanni di Pietri, mas seu nome foi mudado pouco tempo depois para Francisco, pois seu pai Petri di Bernardone era comerciante e viajava muito a França, mudou o nome do filho em homenagem ao local que fazia bons negócios.

Em 1198 acontece um conflito em Assis, entre a nobreza e os comerciantes. Os nobres se refugiam em Perusa uma pequena cidade próxima de Assis, onde São Francisco ficou preso por um ano até o ano de 1204. Em Perusa também estava a família de Clara.

Ao voltar para Assis, São Francisco doente começa sua conversão gradual, se dedica a dar esmolas e oferece até suas roupas aos pobres, tem visões e começa a desprezar o dinheiro e as coisas mundanas. Até que ele se encontra com um leproso, lhe dá esmola e um beijo, e este acontecimento marcou tanto a vida dele que, dos muitos fatos ocorridos em sua vida, este foi o primeiro que entrou em seu Testamento, "pois o que antes era amargo se converteu em doçura da alma e do corpo".

Outros encontros afirmaram ainda mais a vocação de São Francisco, nas ruínas da da igraja São Damião recebeu do crucificado o mandato de restaurar a Igreja. Obediente ao mandato, São Francisco pôs-se logo a trabalhar. Reconstruiu três pequenas igrejas abandonadas: a de São Damião, a de Santa Maria dos Anjos e a de São Pedro.

Seu pai, envergonhado do novo gênero de vida adotado por Francisco, queixou-se ao bispo de Assis da prodigalidade do filho e, diante do prelado, pediu a Francisco que lhe devolvesse o dinheiro gasto com os pobres. A resposta foi a renúncia à vultosa herança: despindo, ali, suas vestes, Francisco exclamou: "... doravante não direi mais pai Bernardone, mas Pai nosso que estás no céu..."

A partir desse momento passa a viver na pobreza, e inicia a ordem franciscana, cresce o número de companheiros, 1209 já são 12. Cria uma regra muito breve e singela, que o papa Inocêncio III aprova em 1210, e cujas diretrizes principais eram pobreza e humildade, surge assim a Fraternidade dos Irmãos Menores, a Primeira Ordem.

No Domingo de Ramos de 1212, uma nobre senhora, chamada Clara de Favarone, foi procurar Francisco para abraçar a vida de pobreza. Alguns dias depois, Inês, sua irmã, segue-lhe o caminho. Surge a Fraternidade das Pobres Damas, a Segunda Ordem. Aqueles que eram casados ou tinham suas ocupações no mundo e não podiam ser frades ou irmãs religiosas, mas queriam seguir os ideais de Francisco, não ficaram na mão: por volta de 1220, Francisco deu início à Ordem Terceira Secular para homens e mulheres, casados ou não, que continuavam em suas atividades na sociedade, vivendo o Evangelho.

A Ordem Francisca cresceu com o passar dos anos. Em 1219 houve uma grande expansão para a Alemanha, Hungria, Espanha, Marrocos e França. Neste mesmo ano São Francisco vai em missão para o Oriente. Durante sua ausência, vigários modificam algumas regras da Ordem e no mesmo ano de 1219 São Francisco se demite da direção da Ordem.

Com o crescimento da Ordem, quase 5.000 frades em 1221, uma nova regra foi escrita por São Francisco em 29 de novembro de 1223 que foi aprovada pelo papa Honório. É a que vigora até hoje.

Em 1224 no dia 17 de setembro São Francisco recebeu as chagas de Jesus crucificado em seu próprio corpo, este fato ocorreu no Monte Alverne, um dos eremitérios dos frades.

Os últimos escritos de São Francisco são entre 1225 e 1226, dentre eles o Cântico das Criaturas e o Testamento. Nestes mesmos dois anos, Francisco vai a vários lugares da Itália para tratar de suas vistas. Passa por diversas cirurgias. Morre aos 03 de outubro de 1226, num sábado.

Morreu nu aquele que começou a vida de conversão nu na praça de Assis diante do bispo, do pai e amigos. Morreu ouvindo o Evangelho de João, onde se narra a Páscoa do Senhor, aquele que recebeu os primeiros companheiros após ouvir o Evangelho do envio dos apóstolos. Foi sepultado no dia 04 de outubro de 1226, Domingo, na Igreja de São Jorge, na cidade de Assis.

São Francisco de Assis foi canonizado em 1228 por Gregório IX e seu dia é comemorado em 04 de outubro.

Em 25 de maio de 1230 os ossos de São Francisco foram levados da Igreja de São Jorge para a nova Basílica construída para ele, a Basílica de São Francisco, hoje aos cuidados dos Frades Menores Conventuais


ORAÇÃO DA PAZ 

Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

ELEIÇÕES 2010

 ORIENTAÇÕES DA IGREJA CATOLICA PARA AS ELEIÇÕES 2010

"Assim como os 10 mandamentos, que são orientações, o panfleto ressalta 10 pontos que acreditamos ser importantes na hora da escolha do voto. O objetivo é ajudar na construção da cidadania", explicou o secretário executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB, Daniel Seidel.
"Para nós, ser ficha limpa é o básico", afirmou. Ele alertou que é importante que os eleitores conheçam a história dos candidatos, quem financia sua campanha e quais são suas propostas de governo, e que além dos candidatos à altos cargos como presidência e governo de estado, os deputados também requerem atenção, já que eles fazem parte da construção política e da democracia.
De acordo com ele, o informativo já começou a ser distribuído pela Comissão Justiça e Paz e as paróquias que receberem o material devem fazer a distribuição ao final das celebrações eucarísticas. Daniel ressaltou que o material será distribuído também nas ruas e outros locais públicos, já que a idéia é alcançar todos os eleitores, e não apenas os católicos.
Em todos os estados brasileiros, os Comitês 9840, que acompanham o histórico dos candidatos, sobretudo, se são ou não ficha limpa, também receberão o material para divulgação, segundo informou Daniel. Uma versão eletrônica do panfleto também está sendo preparada para chegar ao maior número possível de pessoas.
Daniel disse que a expectativa é fazer com que o eleitor tenha cuidado com seu voto e acompanhe o trabalho do candidato que escolheu. "Nosso objetivo é tornar o eleitor mais consciente dos seus atos", informou.

Entre as orientações, a CNBB enfatiza que o poder político surge do povo e que votar é um exercício importante da cidadania. A entidade destaca que os bons candidatos devem apresentar propostas de solução para grandes problemas como a superação da pobreza, a promoção de uma economia que estimule a inclusão e melhor distribuição da renda, educação de qualidade, etc.
"Voto consciente não é troca de favores, mas uma escolha livre. Procure conhecer os candidatos, sua história pessoal, suas ideias e as propostas defendidas por eles e os partidos aos quais estão filiados", aconselham os bispos. Eles alertam ainda que os candidatos devem respeitar a liberdade de consciência, as convicções religiosas dos cidadãos, seus símbolos religiosos e a livre manifestação de sua fé.
No panfleto, a CNBB chama a atenção para a existência de candidatos que representam apenas o interesse de um grupo específico ou de uma minoria, alertando que "o bom governante governa para todos".
E finalizam alertando que "votar é importante, mas ainda não é tudo. Acompanhe, depois das eleições, as ações e decisões políticas e administrativas dos governantes e parlamentares, para cobrar deles a coerência para com as promessas de campanha e apoiar as decisões acertadas".


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

CAMPANHA DA FRARTERNIDADE 2011





A Campanha da Fraternidade 2011 tem como tema "Fraternidade e a vida no planeta" e lema "A criação geme em dores de parto".

ÁREA DO S. FRANCISCO PROMOVE GINCANA VOCACIONAL E MISSIONÁRIA

“DIOCESE DE PETROLINAUMA IGREJA EM MISSÃO”
Serviço de Animação Vocacional Missionária - SAVM
III GINCANA VOCACIONAL MISSIONÁRIA – 19/09/2010
TEMA: “DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS A SERVIÇO DAS VOCAÇÕES”

CARTA-CONVITE



O Serviço de Animação Vocacional Missionária (SAVM) convida as paróquias da área São Francisco para a 3ª GINCANA VOCACIONAL MISSIONÁRIA.

Objetivo Geral:
Favorecer a integração dos jovens, adolescentes e paroquianos, cultivando o espírito humano , fraterno e missionário, em um clima de profunda amizade, alegria, solidariedade, que gere a presença de Jesus entre nós.

Objetivos Específicos:
 Refletir, através de diversas atividades religiosas, culturais e brincadeiras, sobre nossa busca de sermos cada vez mais discípulos/as e Missionários/as de Jesus Cristo.
 Conhecer a importância do SAVM Diocesano e Paroquial.
 Divulgar e valorizar todas as vocações e ministérios dentro da Igreja.
 Ser incentivo aos jovens na sua opção de vida, fazendo um processo para o discernimento vocacional.
 Refletir sobre o processo sócio-político a fim de ter uma consciência crítica diante das propostas dos candidatos na eleição - 2010.

Destinatários: Crianças, adolescentes, jovens e paroquianos da área São Francisco.
Responsáveis: Equipe do SAVM diocesano e paroquial, PJ, pastorais e movimentos que quiserem voluntariamente juntar-se a nós nessa Maratona Vocacional.
Data: 19 / 09
Local : Quadra do Colégio N. Senhora Auxiliadora.
Hora : Das 8h às 19h

Observação.:

 Cada paróquia formará uma equipe, com jovens das diversas pastorais e movimentos, e escolherá dois líderes que serão os articuladores da equipe juntamente com o SAVM da Área
 O Lançamento da gincana com entrega aos jovens e agentes da EVP (Equipe Vocacional Paroquial) da ficha de inscrição, regulamento e tarefas prévias no dia 06 de julho às 18h30 no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora.
 Cada equipe deverá ter 30 participantes credenciados (ou seja, aqueles que cumprirão as tarefas prévias e surpresas).
 A taxa de inscrição será de R$ 2,00 por cada participante credenciado.
 Além desses inscritos a paróquia deverá organizar a torcida (com jovens, adolescentes, crianças e adultos) - Essa tarefa valerá ponto.

Alimentação desse dia: Fica a critério dos participantes

 Até o dia 03/07 a EVP e Setor Juventude da Área deverão articular com todos os segmentos da Paróquia e motivá-los para a participação na 3ª GINCANA VOCACIONAL MISSIONÁRIA.
 Todas as orientações serão dadas no dia 06 de julho no dia do lançamento.
 As tarefas prévias e o regulamento serão entregues no dia 06/07
 A ficha de inscrição com a taxa (R$ 60,00), deverão ser entregues até dia 08/08 no Palácio para Rita.
 Haverá duas barracas com comes e bebes.


Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações (Jo 17,19a)